Estimulado
por iniciativas governamentais, impulsionado por eventos esportivos de grande
visibilidade internacional, os quais requerem aumento significativo na
infraestrutura brasileira, o mercado de trabalho dos engenheiros civis vivencia
um momento impar. A construção civil brasileira vive um ciclo de dinamismo e
inovação que não experimentava há décadas. Após o período conhecido como o
milagre econômico, ocorrido ao longo da década de 70, nas décadas seguintes a
oferta de vagas era tão baixa que os profissionais recém-formados naturalmente
migravam para o setor financeiro, onde as remunerações eram significativamente
melhores. Paralelo a este crescimento, percebe-se o amadurecimento do mercado,
o qual se tornou mais exigente quanto à qualidade, sustentabilidade, desempenho
das edificações e soluções etc., materializado na forma de legislações, normas técnicas e
selos de qualidade. Naturalmente, hoje o aquecimento do mercado da Construção Civil,
gera tanta demanda por profissionais habilmente qualificados, que se torna cada
vez mais comum a contratação de graduandos, na tentativa de suprir a falta de
"material humano", refletindo, por parte das empresas, em uma aposta na
formação de seus próprios quadros internos.
O
crescimento do setor deve permanecer assim nos próximos anos. Incorporadoras e
construtoras aproveitam o momento favorável para lançar mais empreendimentos.
Com tantos projetos em andamento ao mesmo tempo, a principal preocupação
empresarial é a de como supervisionar todas as obras simultaneamente e com
qualidade. Dessa necessidade imediata deriva o primeiro dos campos de
especialização mais promissores do mercado: o planejamento de obras.
O
papel do engenheiro de planejamento é fundamental para determinar a velocidade
e a estratégia com que as obras serão executadas. Importante salientar que, ao
contrário de alguns “mitos de mercado”, como, por exemplo, admitir que para um
bom planejamento de obras, basta apenas possuir uma excelente ferramenta
computacional (software), o sucesso da gestão do empreendimento será fruto de
uma cadeia de informações, que vai desde a escolha do sistema estrutural a
eficácia de comunicação entre obra e escritório. Da concepção ao pós-obra, os
conhecimentos técnicos para a realização de um bom empreendimento se sofisticaram.
O problema gerencial dos empreendimentos apresenta-se tão sério que, mesmo
neste momento econômico e mercadológico favorável, alguns incorporadores
amargam grandes prejuízos pelo simples fato de manterem as mesmas práticas gerenciais
e de planejamentos da época das “vacas magras”.
Para
a real eficácia durante a gestão de um empreendimento, é imprescindível a
participação ativa de todos os envolvidos no processo, do “peão de obra” ao
engenheiro residente, do(s) projetista(s) ao(s) agente(s) financiador(es).
Planejamento não é apenas ir à obra, discutir com a equipe de engenharia o
fluxo das atividades, realizar medições e prestar relatórios, mas garantir que
haja o envolvimento simultâneo de todos os envolvidos no processo.
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