A comunicação através da escrita apresenta-se como um dos principais canais de comunicação ao longo da evolução da humanidade. Desenvolver a capacidade de síntese apresenta-se como uma das principais ferramentas para profissionais da área tecnilógica. Iniciamos agora, nosso contato direto com este universo extraordinário da escrita.
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terça-feira, 27 de março de 2012
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
A engenharia e representativade política.
Nossa sociedade esta mergulhada
em uma cultura semianárquica e questionadora, onde não é difícil identificar
que cidadãos não somente questionem o trabalho de seus legisladores como também
não cumpram com suas obrigações. Para o convívio social são estabelecidos
normas de convivência para que seus Cidadãos possam conviver de forma
harmoniosa. Assim, o cumprimento, por parte de todos os cidadãos, destas regras
pré-estabelecidas deslumbra-se como a garantia de que a sociedade sobreviverá
de forma organizada. Nesta conjuntura, enquadra-se o sistema jurídico
Brasileiro, formado pela Constituição Federal, Leis e Decretos. Atendo-se ao
Art. 5º, inciso XIII da Constituição Federal, o mesmo descreve que “é livre o
exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações
profissionais que a lei estabelecer.” Subtende-se então, que pela Legislação
Brasileira, existam profissões regulamentadas e não regulamentadas. O exercício
profissional da engenharia, arquitetura e agronomia, assim como demais profissões
integrantes do Sistema CONFEA/CREA, é regulamentado pela Lei n.º 5.194/1966.
A referida Lei, em seu Art. 1º, conceitua
que as profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro agrônomo são
caracterizadas pelas realizações de interesse social e humano. Destarte, as
atividades exercidas pelos profissionais constituintes do Sistema CONFEA/CREA, afetam diretamente a segurança e a
incolumidade pública, uma vez que, as profissões jurisdicionadas ao CREA,
enfatizam elevada participação na direção da riqueza nacional, visto que
administram significativo porcentual do Produto Interno Bruto do País.
No contexto de formação dos
profissionais constituintes do Sistema CONFEA/CREA, as instituições de ensino devidamente
habilitadas, conferem aos seus egressos graus e títulos acadêmicos, cabendo aos
Conselhos Regionais à concessão do registro e o título profissional,
habilitando-os ao exercício profissional com as atribuições inerentes à
formação obtida (Lei 9.394/1996 – Art. 53, VI; Lei 5.194/1966 – Arts. 7º a 10º;
Resoluções n.º 1.007/2003 e 1.010/2005 do Confea).
Durante palestras que profiro
abordando a importância de se integrar um sistema como o CONFEA/CREA, e
consequentemente o que significa exercer uma profissão regulamentada, com leis
e diretrizes próprias, não são raros os comentários contrários e de que o CREA
não defende os interesses de seus respectivos profissionais. Após ouvir
atentamente as explanações, e concordar parcialmente com algumas das argumentações
de meus colegas de profissão, enfatizo que juridicamente o Sistema CONFEA/CREA não
tem como missão defender a classe profissional de engenharia, arquitetura e
agronomia, como faz a O.A.B. em defesa dos Advogados por exemplo, mas sim a
incumbência de proteger os cidadãos e de fiscalizar o trabalho de engenheiros, arquitetos
e agrônomos, credenciando e controlando esses profissionais para evitar que
seus respectivos trabalhos ocasionem algum tipo de prejuízo a sociedade.
A representatividade dos
profissionais de engenharia, arquitetura e agronomia, é feita através das
entidades de classe, movimentos capazes de sobreviver ao tempo, independente
dos homens que as criaram, permitindo que a tocha do interesse profissional
mantenha-se acesa ao longo de vários mandatos, presidentes, representantes etc.
Logo, para que nossos interesses profissionais sejam efetivamente defendidos, é
necessário fortalecermos nossas entidades de classe, não só através do número
de filiações, mas também em termos de participações de reuniões, discussões, pleitos
eleitorais e tudo aquilo que de interesse for.
O enfraquecimento político das
entidades de classe, concomita para a dependência dos conselhos regionais. Em
pesquisa recente realizada pelo CONFEA, apontou que 90% dos engenheiros e
arquitetos não pertencem a nenhum tipo de agremiação profissional. Em minha
singela opinião, enfatizo a necessidade de que engenheiros, arquitetos e
agrônomos entendam que o poder político que sustentará sua representatividade
perante a sociedade é diretamente proporcional ao número de profissionais
articulados e/ou mobilizados por suas associações. Se juntos a situação beira
ao colapso, individualizados não é possível imaginar resultado diferente.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Engenheiro ou caneteiro?
A evolução da humanidade, embora
se processe de forma contínua, tem dado alguns saltos esporádicos de maior
desenvolvimento. Um elemento constante na história desta evolução é a
capacidade do ser humano dar forma a objetos naturais e a emprega-los para
determinados fins, como por exemplo, para a fabricação de ferramentas (BAZZO,
2006). Assim, não seria leviano afirmar que a evolução da sociedade se confunde
com a evolução da engenharia. Com a rápida expansão dos conhecimentos
científicos e com a sua aplicação aos problemas práticos, o profissional de
engenharia como conhecemos hoje é, na realidade, o resultado de todo um
processo evolutivo decorrido ao longo de milênios. Durante este processo a
engenharia foi se estruturando, fruto fundamentalmente do desenvolvimento da
matemática e da aplicação dos fenômenos físicos, obtendo o atual modelo a
partir do século XVIII, quando se chegou a um conjunto sistemático e ordenado
de doutrinas.
Segundo historiadores, o primeiro
emprego do termo engenheiro – proveniente
da palavra latina ingeniun (cujo significado remete a engenho ou habilidade)
foi feita na Itália. Oficialmente, esta designação apareceu pela primeira vez
numa ordem régia de Carlos V (1.330 – 1.380), da França, mas apenas no século
XVIII é que começou a ser utilizada para identificar aqueles que faziam técnicas
com base em princípios científicos.
O grifo da expressão, não é por
acaso. É para reforçar a relevância e a importância contextual do exercício da
atividade profissional de engenharia, arquitetura e agronomia. Um profissional
integrado ao sistema Confea/Creas, em decorrência de suas atividades, está
sujeito às responsabilidades oriundas de três fontes: a LEI (responsabilidade
legal); o CONTRATO (responsabilidade contratual); e o ATO ILÍCITO
(responsabilidade extracontratual).
A lei n.º 5.194/64 – a qual regulamenta o
exercício da atividade profissional de engenharia, arquitetura e agronomia –
considera como exercício ilegal da profissão, a exequibilidade de qualquer
atividade inerente às áreas supracitadas, sem a presença formal de um
profissional habilitado. O recente desabamento dos edifícios no Município do
Rio de Janeiro, que em princípio pode estar correlacionado a obras de reformas
em um dos prédios, evidencia o risco da execução desta atividade sem o
acompanhamento de um profissional habilitado.
Apresentado em agosto de 2009
pelo deputado federal Mauricio Rands (PT-PE), está em tramitação pelo plenário
o projeto de lei que criminaliza o responsável por erros em projeto ou obra na
construção civil, independente de haver desmoronamento ou não. O autor do erro
ficaria sujeito à reclusão de um a quatro anos mais multa. Segundo o projeto de
lei, que altera o artigo 256 do Código Penal, será considerado crime a
exposição de “perigo a vida, a integridade física ou o patrimônio de outrem, em
razão de erro no projeto ou na execução da construção”. Caso o crime seja
culposo, a pena seria detenção de seis meses a um ano. No texto atual, a
criminalização e pena ocorrem somente se houver desabamento ou desmoronamento.
Segundo texto do projeto do deputado pernambucano, a atuação da seara civil em
casos de interdição sem fatalidade ponta para uma “benevolência da legislação”.
Para um pequeno grupo da
sociedade, os engenheiros “servem para
assinar os projetos, permitindo assim que se dê legitimidade aos processos de
construção em geral”, ou seja, a importância do profissional de engenharia
se evidencia na sua assinatura, não no seu trabalho. Triste distorção. Os engenheiros
são a solução, a garantia de que seu sonho tornar-se-á realidade conforme
planejado e idealizado por longínquos anos, não apenas uma regulamentação
burocrática no cumprimento da lei, aprovação na Prefeitura, agentes
financiadores, etc.
E enquanto isso, a vida segue.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
O Engenheiro do século XXI.
Uma série de pesquisas sobre
excelência profissional no trabalho conclui que as qualidades emocionais
desempenham um papel muito mais significativo que as habilidades cognitivas e a
experiência prática no bom desempenho das tarefas profissionais. (Goleman
1999).
No exercício da atividade
profissional de engenharia e arquitetura, apesar de algumas exceções notáveis,
a inteligência, a formação acadêmica (básica e complementar), os conhecimentos
técnicos e a experiência, de forma isolada, não constituem fatores decisivos
para o sucesso ou fracasso na carreira. A maioria dos profissionais integrantes
do sistema CONFEA (aproximadamente 900 mil profissionais), são suficientemente
capacitados nesses quesitos. Como Docente em cursos de Engenharia e
Arquitetura, observo que a distinção de acadêmicos brilhantes dos apenas
competentes são as habilidades e características como a facilidade de
comunicação, a autoconfiança, a habilidade para trabalhar em grupo e para se
relacionar, a capacidade de adaptação, além do potencial de liderança,
curiosidade e controle emocional. A partir desta observação, costumo dizer que
o comportamento dentro da academia será o reflexo da conduta profissional.
Assiste-se, no século XXI, a um
cenário de mudanças tecnológicas e sociais que geram transformações nas
relações de trabalho. Alguns autores, dentre eles Ferraz (1983), ressaltam que
desde o final do século XX observa-se a exigência de uma sólida formação
humano-técnico-científica como requisito de qualificação profissional do
engenheiro, que, diante de mudanças observadas no meio social, passa a realizar
atividades no exercício de sua profissão, como o gerenciamento de pessoas e
processos, que lhe exigem conhecimentos humanos, sociais, econômicos e
políticos, que estão além das atividades técnicas.
Na atual conjuntura mercadológica no universo da
engenharia, um profissional bem preparado, de bom caráter e personalidade
agradável será sempre um profissional melhor e mais valioso que um profissional
que possua as mesmas qualificações técnicas mas careça das habilidades sociais
básicas.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Serviços de Engenharia – produtos de consumo restrito.
Não é segredo que para
profissionais da área das engenharias e arquitetura, a maior dificuldade no
exercício de sua atividade esta na venda de seu produto. Isso se torna muito
mais evidente no inicio de carreira, onde ainda não se conhece o mercado e o
mercado também não lhe conhece.
Serviços de engenharia e
arquitetura não são comprados por muitas pessoas muitas vezes na vida.
Destarte, é evidente que nosso produto não é um produto de consumo de massa,
logo, as regras clássicas de marketing não se aplicam. Uma importante
ferramenta de venda para produtos de engenharia e arquitetura, esta relacionado
ao contato direto, privilegiando aspectos didáticos da comunicação direta como
visitas pessoais, malas diretas além de proporcionar a propaganda “boca a
boca”.
Dentro deste contexto, o uso de
técnicas de oratórias revela-se imprescindível. Saber comunicar-se verbal e
corporalmente com seu cliente durante a etapa de negociação, evidenciará sua
capacidade de persuasão e defesa de ponto de vista. Isso fará a diferença na etapa
de venda. O uso correto da língua vernácula e consequente vocabulário
apropriado ao diálogo proposto farão a diferença no momento de se fechar
negócio. Em minhas palestras onde abordo este assunto, sito o exemplo do então
Ministro da Educação Paulo Renato ao conceder uma entrevista à imprensa, para
falar sobre o desempenho de sua pasta no segundo mandato do governo do
presidente Fernando Henrique Cardoso. Um dos repórteres solicitou que se
manifestasse sobre o ENEM, aliás, projeto vitorioso empreendido pelo ministro.
A resposta de Paulo Renato pecou pelo descuido na introdução da resposta. Ou
seja, ao fazer uma avaliação de seu produto, iniciou assim: “Eu acho que o ENEM
é um sucesso!”. A questão é: “Acha” ou é um sucesso? Atente a importância e a
forma com que as palavras são inseridas no contexto de sua negociação, pois a
não observância deste fundamento, poderá descreditar seu produto.
Sempre que abordo o tema, em
palestras ou em sala de aula, recomento o investimento em cursos de oratória,
leituras relativas a noções de direito, contabilidade empresarial, técnicas de
liderança e áreas afins, pois será através da aplicação destes conceitos que
conseguirás transformar a engenharia em um negócio lucrativo.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Iniciando uma Carreira.
Todos os anos, uma gama de novos profissionais de engenharia chega ao mercado. Vive-se neste momento, um misto de alegria e expectativas, enfim, é chegado o momento pelo qual você se preparou por longínquos anos (17 anos no mínimo), coroados através do ato de formatura. O que antes era apenas um sonho, agora ganha novo formato, novas metas, novas perspectivas e passa a ser temperado com imensa responsabilidade, pairando a expectativa e a esperança de uma nação que não pode, nem merece mais, esperar por um futuro melhor, afinal somos parte deste futuro.As inseguranças neste inicio de carreira são comuns, afinal, como responder imediatamente a questões como: qual área da engenharia atuar? Devo trabalhar como empregado ou como autônomo? Como iniciar minhas atividades? Como se portar diante do mercado? – pois estes são temas novos e que seguramente não foram abordados ao longo da graduação em engenharia, pelo menos não com a mesma relevância das disciplinas profissionalizantes inerentes a formação.
Em minhas palestras ou mesmo em sala de aula quando abordo o tema, enfatizo que não existe uma fórmula mágica para o "sucesso profissional", mas sim que o mesmo será alcançado através de muito trabalho, pautado em preceitos éticos, morais e técnicos. Um profissional prestador de serviços, como é o caso da engenharia, torna-se uma vitrine. Por tanto procure seu mercado e apresente-se ao mesmo. Deixe claro qual o tipo de serviço que você presta, qual o seu público. Não é produtivo neste início de carreira deixar que o mercado o procure. Entenda seu mercado, defina quais serviços serão oferecidos e suas respectivas políticas de precificações. Tenha bem definido que o que vendemos não pode ser encontrado em um magazine, não é um bem palpável. Nós vendemos ideias, soluções, sonhos que serão materializados através de nossa intelectualidade. Assim, não dê gratuitamente aquilo que você vende. Valorize seu produto e a recíproca será verdadeira.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
O Engenheiro e seu Mercado!
Em minhas andanças pelo Brasil, durante a participação em congressos, é comum em meio às rodas de bate papo, ouvir relatos sobre a insatisfação no quesito valorização profissional. Como a inquietação é da natureza de nós engenheiros, sempre questiono sobre qual a definição de “valorização profissional”? Em resposta quase que unânime, a primeira coisa que vêm é relativo a precificação dos serviços, ou seja, quanto se ganha por determinado trabalho. Fica evidente a correlação direta dos termos valorização e remuneração. Em minha singela opinião, a remuneração não pode e não deve ser tratada como um medidor do sucesso, pois se o fosse, os comerciantes de entorpecentes, cafetões e empresários de jogos de azar seriam exemplos de empresários bem sucedidos. Entendo que o retorno financeiro deva ser consequência do reconhecimento de seu trabalho. Um trabalho bem feito, fundamentado nos preceitos éticos e técnicos inerentes a atividade de engenharia, naturalmente será bem remunerado.
Segundo o Centre for Economics and Business Research (CEBR), a economia brasileira acaba de assumir a 6º posição entre as maiores economias mundiais, ultrapassando o Reino Unido. Com a economia aquecida, o mercado para engenharia e arquitetura também estará movimentado. E é ai que nós entramos; este é o momento de nos impormos ao mercado, de deixarmos claro nossas competências, de deixarmos exalar por nossos poros a essência da engenharia, de assumirmos de forma fidedigna nossa importância na escala social, etc., pois não exite valorização profissional maior do que o reconhecimento de seu trabalho pelo mercado. Uma vez que seu nome for exponencialmente reconhecido e firmado pelo mercado, não terás mais que se preocupar o termo “valorização profissional”.
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